Artigo 5
Arbitragem vale a pena? Quando ela faz sentido e quando não faz
Palavras-chave: arbitragem vale a pena; quando usar arbitragem; custo da arbitragem
A arbitragem não é para todos os casos. Essa é a primeira regra para vendê-la com credibilidade. Em disputas pequenas, simples ou sem capacidade econômica, o Judiciário ou um acordo online podem ser mais adequados. Mas em disputas de valores médios e altos, a arbitragem pode mudar completamente a dinâmica do conflito.
A arbitragem tende a fazer sentido quando há necessidade de decisão técnica, sigilo, contrato relevante, partes sofisticadas, urgência econômica ou risco de que a demora judicial destrua valor. Ela também ganha força quando existe cláusula compromissória no contrato ou quando as partes aceitam assinar compromisso arbitral depois do conflito.
O principal argumento não é ideológico. É econômico e jurídico. Em valores médios e altos, a arbitragem traciona eficiência, racionalidade econômica e jurídica. O procedimento pode ser desenhado para o caso, o árbitro pode ter perfil técnico, o calendário pode ser mais previsível e a decisão arbitral tem força de sentença.
A arbitragem, porém, exige análise. É preciso verificar o valor da disputa, o custo do procedimento, a existência de convenção arbitral, a necessidade de especialista e a real probabilidade de adesão da contraparte quando não houver cláusula.
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